segunda-feira, 10 de março de 2014

TERAPIA OCUPACIONAL – AÇÃO PRÁTICA



Pessoas que apresentam problemas que dificultam o desenvolvimento de suas atividades diárias e, conseqüentemente, estão incapacitadas de atingir seus objetivos de vida, cumprir seus papéis sociais e participar inteiramente da vida podem se beneficiar dos serviços da terapia ocupacional.

Avaliação e Tratamento
Os serviços de terapia ocupacional incluem avaliação e tratamento. A avaliação em terapia ocupacional é o processo de determinação de como os problemas físicos ou psicológicos dos pacientes estão interferindo na sua competência nas áreas de desempenho ocupacional. A avaliação da terapia ocupacional também fornece uma idéia dos componentes de desempenho afetados pelo diagnóstico clínico ou psiquiátrico do paciente. Terapeutas ocupacionais usam uma variedade de métodos e instrumentos durante uma avaliação. 
Fundamentalmente, o tratamento na terapia ocupacional tem como objetivo melhorar as habilidades dos pacientes no desempenho das atividades de performance ocupacional importantes para eles. Terapeutas podem fazer uma diversidade de coisas no tratamento, desde o desenho e desenvolvimento de uma tala até a coordenação de um grupo de controle de estresse.



VISÃO GERAL DO TRATAMENTO
O objetivo do tratamento de terapia ocupacional é auxiliar pacientes a aprender ou reaprender as atividades da vida diária (AVD), a profissão e as rotinas de lazer que necessitam viver da forma mais independente possível — rotinas que foram interrompidas pela doença ou incapacidade. Por exemplo, um adulto jovem portador de esquizofrenia, que jamais teve um emprego em tempo integral, devido aos problemas de saúde mental, que nunca desenvolveu uma rotina de trabalho, precisará aprender os comportamentos profissionais como: comparecer pontualmente, prestar atenção nas tarefas funcionais, seguir tarefas de muitas etapas, interagir com colegas de profissão, atender à supervisão, além de vestir-se e arrumar-se adequadamente, a fim de conquistar um modo de vida.
O tratamento de terapia ocupacional que auxilia os pacientes na aprendizagem ou reaprendizagem dos comportamentos ocupacionais prioritários melhora a qualidade de vida e diminui as despesas com tratamento de saúde. 
O objetivo do tratamento de terapia ocupacional depende das prioridades do paciente e dos problemas identificados na avaliação inicial feita pelo terapeuta ocupacional. 
Tradicionalmente, o tratamento de terapia ocupacional tem sido voltado para o desempenho ocupacional ou para os componentes de desempenho. Recentemente, os profissionais de terapia ocupacional começaram a considerar os contextos de desempenho dos pacientes, físico e social, igualmente importantes no processo de tratamento.



INTERVENÇÃO PARA FOMENTAR O AUTOCONTROLE



A função subjetiva do próprio eu é regular o comportamento, manter a saúde mental e maximizar a contribuição produtiva de cada pessoa nas funções valorizadas na sociedade. Seria provável que os terapeutas ocupacionais usassem várias estratégias para ajudar o paciente a se adequar, visando compreender os estressores nas diversas situações. A seguir, estão listadas partes daquelas estratégias. O terapeuta ajudará o paciente a:
1. Definir os processos sensório-motor, cognitivo e psicossocial que rompem a função adaptativa e a estabilidade.
2. Estabelecer os limites para o comportamento e reconhecer quando estabelecer os limites.
3. Procurar a retroalimentação que desenvolva a autoconsciência.
4. Integrar os aspectos dos valores psicológicos, interesses e autoconceito que são demonstrados através do envolvimento nas ocupações.
5. Organizar as estratégias para responder aos sintomas negativos.
6. Solucionar os problemas por meio do estabelecimento de objetivos, monitoração do progresso e resolução de impedimentos para o funcionamento saudável.
7. Lidar ao se comprometer com o controle do desempenho para a saúde mental.
8. Separar a doença da personalidade e trabalhar para mudar os comportamentos negativos de auto-expressão oriundos da personalidade e temperamento.
9. Manter a saúde através da adesão ao medicamento, monitoração dos efeitos colaterais e procura da orientação quando necessário.
10. Equilibrar exercício, nutrição e ocupação significativa em um horário semanal. 
11. Aprender a analisar a atividade e a ler os indícios ambientais para controlar o tempo e as ocupações.
12. Gerar os diferentes meios para reagir aos estressores e iniciá-los em situações de estresse.
13. Desenvolver os sistemas de suporte para auxiliar no autocontrole.



INTERVENÇÕES RELACIONADAS COM OS ATRIBUTOS FÍSICOS
Os atributos físicos estão ligados ao autoconceito. As alterações nas habilidades e aspectos físicos que podem acompanhar a doença podem ter um efeito profundo sobre como as pessoas se sentem a respeito de si próprias. A intervenção da terapia ocupacional pode abordar os atributos físicos da doença. Seguem algumas sugestões. O terapeuta ajudará o paciente a:

1. Auxiliar de maneira consistente no ato de se arrumar, tomar banho, higiene, vestir-se e na manutenção da saúde.

2. Desenvolver abordagens para a conduta social que maximizem as habilidades de adequação.
3. Selecionar roupas para várias situações sociais e vestir-se da maneira apropriada.
4. Apresentar uma auto-imagem consistente com o autoconceito nas atividades de trabalho e produtiva.
Vale registrar que: não importa onde ou com quem o profissional escolha trabalhar, o terapeuta ocupacional tem uma oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas a quem eles ajudam, e de aprender sobre eles mesmos nesse processo.
Concepções retiradas do livro Terapia Ocupacional de Maurren E. Neistadt e Elizabeth Blesedell Crepeau, Edit. Willard & Spackman, 2002.




TERAPEUTA OCUPACIONAL


MARIA ANGELA BARREIRA
Fone: (19) 991460235


Com Amor e Respeito
Jeane Godoy - (19)9-9769-6175
                                                        e                 
Maria Clara Melotto – (19)9-9751-6760

“A Pressão Das  Mãos Faz Correr As Fontes Da Vida”
Psicoterapias
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Meditação Orientada e Estudos da Consciência
Espaço Tempo de Cura